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Bancos Alimentares recolhem 1.930 toneladas de alimentos em dois dias de campanha

1 jun. 2026

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Lisboa, 31 de Maio – Os Bancos Alimentares Contra a Fome recolheram este fim-de-semana mais de 1.930 toneladas de alimentos na campanha que envolveu cerca de 40 mil voluntários em mais de 2.000 superfícies comerciais em todo o país. Os números representam um acréscimo de 2,5% comparativamente à campanha de maio do ano anterior. “Estes resultados, expressão da sempre reiterada e genuína solidariedade manifestada pelos portugueses, são muito importantes num contexto marcado pela crescente instabilidade internacional, pelos conflitos armados em várias regiões do mundo, pelas perturbações nas cadeias de abastecimento e pelo aumento generalizado dos preços dos bens essenciais e da energia, que naturalmente se traduzem numa conjuntura em que muitas famílias enfrentam dificuldades acrescidas no acesso à alimentação e podem ser empurradas para uma situação de pobreza ”, afirmou Isabel Jonet, Presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome.

Todas as pessoas que pretendam doar alimentos e que não tiveram oportunidade de o fazer no fim-de-semana, podem ainda contribuir até 7 de Junho através da campanha “Ajuda Vale”, com vales de produtos disponíveis nas caixas dos supermercados e dos postos de abastecimento da GALP, ou no portal de doação online www.alimentestaideia.pt.

Os alimentos mais doados na campanha foram produtos não perecíveis (leite, arroz, azeite, massas, açúcar, enlatados) representando aqui também uma adesão à ideia promovida pelo Banco Alimentar de partilha. A partir desta semana os produtos serão entregues às 2.400 Instituições de Solidariedade Social apoiadas pelos 21 Bancos Alimentares, com atividade em Abrantes, Algarve, Aveiro, Beja, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Cova da Beira, Évora, Leiria-Fátima, Lisboa, Oeste, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, S. Miguel, Viana do Castelo, Viseu, Terceira, Madeira, e acompanhadas ao longo de todo o ano. São estas que os levarão à mesa de quem mais precisa, através de cabazes ou de refeições confecionadas, atualmente cerca de 370.000 pessoas em situação de pobreza e com carências alimentares.

Em coerência com a missão dos Bancos Alimentares, a luta contra o desperdício alimentar, os sacos de papel utilizados para recolher os alimentos, serão reutilizados para uso na próxima Campanha ou encaminhados para a iniciativa “Papel por Alimentos”, com a consciência de que os recursos são escassos e que é importante lutar pela sua preservação e sustentabilidade.

 

Alguns dados relativos à atividade

A atividade dos Bancos Alimentares Contra a Fome prolonga-se ao longo de todo o ano. Para além das campanhas de recolha em supermercados, organizadas duas vezes por ano, os Bancos Alimentares Contra a Fome recebem, diariamente, excedentes alimentares doados pela indústria agroalimentar, pelos agricultores, pelas cadeias de distribuição e pelos operadores dos mercados abastecedores. São assim recuperados produtos alimentares que, de outro modo, teriam como destino provável a destruição. Estes excedentes são recolhidos no estrito respeito pelas normas de higiene e de segurança alimentar. Deste modo, para além de combaterem de forma eficaz as carências alimentares, os Bancos Alimentares Contra a Fome lutam contra uma lógica de desperdício e de consumismo, apanágio das sociedades atuais.

 

Recolha nacional, ajuda local

Os Bancos Alimentares Contra a Fome distribuem, ao longo de todo o ano, os géneros alimentares recorrendo a Instituições de Solidariedade Social por si selecionadas e acompanhadas em permanência por voluntários dos Bancos. Estas realizam visitas domiciliárias e asseguram um acompanhamento muito próximo e individualizado de cada pessoa ou família necessitada, de forma a ser possível efetuar, em simultâneo, um verdadeiro trabalho de inclusão social.

Em 2025, os 21 Bancos Alimentares Contra a Fome operacionais distribuíram um total de 25.184 toneladas de alimentos (equivalentes a um valor global estimado superior a 41,30 milhões de euros), ou seja, um movimento médio de 101 toneladas por dia útil.

A atividade dos Bancos Alimentares norteia-se pelo princípio genérico da “recolha local, ajuda local”, aproximando os doadores dos beneficiários e permitindo uma proximidade entre quem dá e quem recebe. Possibilita o encontro entre voluntários e instituições beneficiárias, por um lado, e entre fornecedores da indústria agroalimentar, empresas de serviços, poderes públicos e o público em geral, em especial durante os fins-de-semana das campanhas de recolha, em que todos trabalham lado a lado por uma causa comum: a luta contra as carências alimentares e a fome.

Em 1991, foi aberto em Portugal o primeiro Banco Alimentar Contra a Fome e estão atualmente em atividade no território nacional 21 Bancos Alimentares, congregados na Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares, com o objetivo comum de ajudar as pessoas carenciadas, pela doação e partilha. Existem 353 Bancos Alimentares operacionais em 25 países na Europa, que, em 2024, distribuíram 834 mil toneladas de produtos a 12,2 milhões de pessoas, através de 43.345 associações (www.eurofoodbank.org), envolvendo mais de 100 mil voluntários unidos por uma mesma missão.

 

Para mais informações sobre a campanha, contacte:

Banco Alimentar Contra a Fome

91 900 02 63  www.bancoalimentar.pt